Sempre fui movido pela busca constante de evolução, desafios e descobertas. Acredito de verdade que buscar a renovação é essencial para o nosso crescimento pessoal. Mas a gente costuma achar que para mudar de vida é preciso fazer uma revolução gigantesca, pedir demissão ou se mudar para o outro lado do mundo.
Na realidade, quebrar a casca é algo muito mais sutil. Começa na nossa disposição de experimentar o que está fora do nosso piloto automático.
Se você quer chacoalhar a rotina e começar a experimentar novas sensações, o segredo está em dar pequenas chances ao inesperado.
Experimentar o que você sempre julgou sem conhecer.

Quantas coisas a gente diz que não gosta simplesmente por teimosia ou hábito? Experimente comer aquela comida que você sempre torceu o nariz sem ao menos ter provado de verdade. Ouça um estilo de música totalmente diferente do que está na sua playlist diária. Use uma cor de roupa que você costuma evitar, ou visite um canto da sua própria cidade que você sempre ignorou.
Esses pequenos testes não vão mudar o seu destino de um dia para o outro, mas eles treinam a sua mente para o mais importante: aceitar que o mundo é muito maior do que a sua bolha.
Enfrentar o desconforto que vem antes da autodescoberta.

É supernormal sentir medo do que é diferente. O novo assusta, causa um desconforto físico, gera insegurança e faz a gente querer correr de volta para o que é seguro. Mas é exatamente do outro lado desse frio na barriga que moram as nossas maiores surpresas.
Eu sei bem como é isso porque vivi na pele. Foi escrevendo para desabafar, por não ter às vezes com quem conversar, que eu acabei me descobrindo escritor. E olha que eu demorei muito para aceitar que o que eu fazia era escrever. Eu tinha vergonha de divulgar os meus textos, tinha um medo enorme de me sentir invadido e relutei por muito tempo antes de criar coragem e postar a primeiríssima frase nas minhas redes sociais.
Mas o tempo me ensinou que encarar esse desconforto é a única forma real de crescer.
Permitir que as portas de dentro comecem a se abrir.

Se eu não tivesse vencido o medo do julgamento alheio e dado aquela primeira chance para o novo, eu não estaria aqui hoje. Escrever mudou a minha vida de uma forma que eu nunca conseguiria planejar sentado na minha zona de conforto.
Mudar é bom. Mudar oxigena a mente, traz novas ideias e nos faz perceber que aquele “eu” de dois ou três anos atrás já não cabe mais em quem somos hoje.
Agora é a sua vez de tentar. Não precisa ser uma mudança drástica. Escolha uma pequena coisa hoje, por mais boba que pareça, e faça diferente. Permita-se explorar as possibilidades que já existem aí dentro, só esperando uma brecha para sair.
Tenha a coragem de iniciar a sua própria mudança.







