Sabe, a gente passa uma vida inteira se cobrando por uma versão de nós mesmos que simplesmente não existe.
Vive correndo atrás de metas lá no alto, comparando o nosso bastidor com a vida perfeita dos outros na internet e achando que só vai estar bem, feliz, quando alcançar aquele padrão que desenhou na cabeça.
Só que a vida real não funciona num mundo perfeito. Ela acontece no meio da correria, do cansaço e dos planos que vão dando errado pelo caminho (e infelizmente isso não depende da gente…).
A real é que a gente não é o que a gente quer ser; a gente é o que a gente consegue ser com o que tem na mão (aprendi isso vendo um vídeo da Deborah Secco no Twitter e trouxe pra refletir aqui, porque faz todo sentido).
E isso não é sobre se acomodar ou desistir das coisas. É sobre olhar para trás e reconhecer o valor do que você já fez com o que tinha (sério, se a gente bota no papel, é muita coisa).
Talvez você ainda não tenha chegado onde planejou, e tá tudo bem. A gente tá sempre inventando um sonho novo para ir atrás. Mas para de se medir só pelo que tá faltando.
Olha para tudo o que você já aguentou, para as vezes que levantou sozinho e para a vida que conseguiu construir até aqui. O resultado do que você faz, mesmo com todos os perrengues, vale demais.
Dá valor a isso.
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