Nem sempre é a falta de tempo, dinheiro ou oportunidade que faz a gente travar. Na maioria das vezes, o maior obstáculo é aquele diálogo interno chato que fica martelando na nossa cabeça assim que a gente tenta criar algo novo.
São pensamentos tão automáticos e do dia a dia que a gente nem percebe o quanto eles sugam a nossa energia antes mesmo da gente começar.
Eu fiz uma lista de alguns desses pensamentos que acredito que a gente precisa o quanto antes aprender a contornar se quiser ver os nossos projetos saindo do papel de verdade.
“Não vai dar certo mesmo, para que tentar?”
Esse é o clássico. É aquele pensamento que faz a gente desistir antes mesmo de dar o primeiro passo. Ele vem fantasiado de um “certo cuidado”, mas na verdade é só a ansiedade tentando adivinhar o futuro e o medo de se frustrar lá na frente.
O que eu tenho feito para contornar isso é parar de me exigir certezas antes da hora e resgatar o motivo do projeto existir.
E talvez o que você precise fazer é sempre se perguntar: Por que fazer isso é tão importante para mim? Anote suas respostas, leia e releia. Provavelmente, no seu próprio motivo você vai encontrar o empurrão que precisa pra focar no que dá para fazer hoje e começar de uma vez.
“Eu já tentei antes e não deu em nada, por que agora vai dar?”
Aqui o problema não é a dúvida do futuro, é a culpa do passado. A nossa mente ama pegar uma experiência ruim de anos atrás e usar como prova de que tudo o que a gente fizer daqui pra frente vai dar errado.
Só que a gente esquece de um detalhe básico: você não é mais a mesma pessoa de tempos atrás.
O cenário mudou, a sua maturidade é outra e a sua bagagem aumentou. Erros antigos não são uma sentença de que você tá destinado a falhar pra sempre; são só avisos do que não repetir agora. O aprendizado só vira bagagem útil quando a gente usa o tombo passado para tentar de um jeito mais inteligente hoje.
“Isso vai dar muito trabalho para fazer agora.”
A gente tem uma tendência chata de achar que todo projeto relevante precisa ser difícil, demorado e exaustivo. A gente complica o processo na cabeça antes mesmo de sentar na cadeira pra fazer.
Na maioria das vezes, a ideia trava não porque é complexa, mas porque a gente criou um caminho pesado demais para começar.
Em vez de tentar inventar moda ou criar o método perfeito, simplifique ao máximo. Faça a versão mais simples e direta possível. Quando a gente tira a complicação da frente, o trabalho flui com mais leveza.
“Depois eu resolvo isso, hoje não dá.”
A tal da procrastinação quase nunca vem como preguiça escancarada. Ela vem disfarçada de “priorização”, de “amanhã eu acordo mais disposto” ou de um milhão de tarefas menores que você inventa só pra não encarar o que realmente importa.
Uma coisa que comecei a fazer para quebrar esse ciclo é parar de negociar com a minha mente.
Sento e faço nem que seja por 5 minutos. Na maioria das vezes, o mais difícil é só começar. Depois que você dá a partida, você engata e parece que as coisas vão fluindo.
💬 E você, qual desses pensamentos mais costuma aparecer aí na sua rotina quando decide tirar uma ideia do papel? Me conta aqui nos comentários! 🧡







