Sem perceber, a gente vai jogando nas costas das pessoas que gosta a responsabilidade de preencher os nossos vazios. A gente espera que o outro adivinhe o que a gente tá sentindo, traga a resposta que a gente não tem e faça a nossa vida valer a pena.
O problema é que essa busca do lado de fora só acumula frustração.
Por mais que exista amor e consideração, ninguém tem o poder de consertar o que tá desalinhado aqui dentro. A vida de todo mundo é meio bagunçada, e cada um tá tentando lidar com as próprias incertezas da melhor forma que consegue.
Quando a gente entende que o controle da nossa caminhada tá nas nossas próprias mãos, tiramos um peso enorme do ombro de quem tá ao nosso redor. (E principalmente do nosso.)
Isso não é se isolar do mundo, é só maturidade. É perceber que os outros chegam para somar e deixar o caminho mais leve, mas a decisão de dar o primeiro passo é sempre nossa.
Ninguém tem a obrigação de te fazer feliz, a não ser você mesmo. E assumir as próprias escolhas dá um trabalhão mesmo, não tem jeito, mas é a única coisa que traz a verdadeira paz que a gente tanto procura.
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