O que ficou de aprendizado depois da pandemia?

Uma reflexão madura e sem rodeios sobre o que mudou na nossa rotina e as lições silenciosas que decidimos carregar na bagagem.

O mundo mudou e a nossa rotina foi junto. De uma hora para outra, sem qualquer aviso, as coisas que pareciam arrumadas, foram bagunçadas. Agora, aos poucos, estamos todos tentando reorganizar o que sobrou desse furacão.

Mas o que realmente vai ficar de toda essa bagunça? Quais são as lições que a gente carrega depois de passar por algo tão delicado?

A resposta é extremamente pessoal, porque cada um sentiu o impacto de um jeito diferente. Mas olhando para trás, percebi que existem aprendizados que eu faço questão de não esquecer. Seria um exercício incrível se você também pegasse um papel agora e anotasse os seus. Afinal, é preciso tirar algum aprendizado de tudo o que a gente vive, principalmente dos momentos mais difíceis.

Aqui estão as lições que eu anotei e decidi levar para a vida:

O agora é a única coisa real que a gente tem.

Às vezes, a gente passa tanto tempo planejando o amanhã que esquece de viver o dia de hoje. Ficamos presos a uma expectativa de felicidade que depende de um futuro incerto, de algo que nem sabemos se vai acontecer do jeito que imaginamos.

Não é sobre deixar de planejar ou de ter ambições, mas sobre viver o presente com mais presença e intensidade. O amanhã é uma promessa; o agora é tudo o que a gente realmente tem para viver.

O valor de um abraço que a gente achava que era garantido.

Lembra de quando abraçar os amigos era só um gesto automático de cumprimento? Era algo tão natural na nossa rotina que a gente nem se dava conta do quanto aquele contato físico era essencial para manter a nossa sanidade.

Ficar longe de quem a gente gosta mostrou que o afeto não pode ser deixado para depois. Valorize os seus encontros. Abrace mais, bem apertado, com aquela vontade de quem sabe que a presença física de quem amamos é um privilégio.

O crachá não define quem você é de verdade.

Trabalho é importante, mas os empregos não duram para sempre. O que realmente fica e o que nos sustenta quando o chão desaparece, são a nossa família, os nossos amigos e os momentos que tiramos para simplesmente sermos nós mesmos.

Não se trata de abandonar a carreira ou de trabalhar sem vontade, mas de aprender a dar o real valor àquilo que ninguém pode tirar de você: as suas conexões reais e as suas memórias.

A nossa mania boba de achar que controla o amanhã.

A vida é essa força selvagem que chega sem pedir licença e bagunça qualquer plano milimetricamente desenhado. Nós não temos o controle de absolutamente nada, por mais que a nossa ansiedade tente nos convencer do contrário.

O segredo não é tentar evitar o caos, mas aprender a lidar com a bagunça. É olhar para o que sobrou, arrumar de um jeito diferente e continuar caminhando. A vida é curta demais para a gente perder tempo brigando com o inevitável.

O corpo cobra a conta quando a gente esquece de respirar.

A nossa saúde é a nossa maior e mais real riqueza. Se tem uma coisa que esse período nos esfregou na cara é que todo o resto, o dinheiro, os planos, o sucesso, não vale de absolutamente nada se você não tiver saúde para aproveitar.

Cuide-se. Faça exercícios, beba água, melhore a sua alimentação e preste atenção aos sinais do seu corpo e da sua mente. Trate a sua saúde como o seu bem mais precioso, porque ela realmente é.

A empatia silenciosa de quem estende a mão no caos.

Em meio a tanta incerteza, o que nos salvou foram as histórias de quem soube olhar para o lado. Pessoas que ajudaram vizinhos, que abriram mão de um pouco da sua própria liberdade para proteger o outro, ou empresários que protegeram seus funcionários mesmo com as portas fechadas.

Essas são as referências que importam. No final das contas, o mundo só melhora quando a gente decide ser o tipo de pessoa que estende a mão, e não quem fecha os olhos para a dor alheia.

O perigo de espalhar ruído onde já existe barulho demais.

Em momentos de crise, a informação correta salva vidas, enquanto a mentira espalha o pânico. Aprendemos, da forma mais difícil, a não acreditar em tudo o que recebemos na tela do celular.

Antes de compartilhar qualquer notícia, pesquise, cheque as fontes e tenha certeza absoluta do que está passando adiante. Não seja mais um a espalhar ruído e atrapalhar quem realmente está tentando ajudar a resolver o problema.

A urna também é o lugar onde a gente cuida do outro.

É nas situações extremas que a gente realmente conhece o caráter e a capacidade das pessoas que nos lideram. Um momento difícil revela quem trabalha para trazer soluções e quem só aparece para complicar ainda mais o que já está caótico.

Fique atento a como as lideranças ao seu redor agiram quando a corda apertou. Escolher bem em quem votar é, acima de tudo, uma forma de proteger a coletividade nos dias difíceis que sempre podem vir.


Aos poucos, a gente vai reorganizando o que foi bagunçado. Muita coisa ainda precisa ser feita, mas o maior erro seria passar por tudo isso e continuar exatamente igual.

E você? O que de mais valioso você guardou na sua bagagem depois que a tempestade passou? Pensa nisso.

Evolua sempre.

@WellasDiniz


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Wellas Diniz 🧡
Wellas Diniz 🧡

Escritor, produtor audiovisual, videomaker e editor de vídeos para cinema, TV e internet. Amo ler e escrever sobre motivação e acredito que palavras são capazes de transformar o dia de alguém.

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