Todo final de ano é a mesma coisa: a gente meio que é tomado por uma energia de empolgação que não sei explicar, mas cria uma facilidade de sonhar, planejar e criar coisas mirabolantes. (Não que isso seja ruim, mas a forma com que a gente monta as coisas é totalmente fora da casinha e acaba ficando ruim depois.)
A gente pega um caderno, faz uma lista gigante com tudo o que quer mudar e promete para si mesmo que dessa vez vai ser diferente. (Hahaha se encontrou nesse trecho também? Bem-vindo ao clubinho.)
Só que aí a vida real é aquela coisa maluca, né? Passa a energia de final de ano, o ano costuma ser arrastado depois de uns meses e a gente se frustra porque às vezes não consegue riscar nem sequer um item do nosso listão.
O problema de verdade não é falta de vontade, mas talvez o jeito que a gente planeja. A gente se acostumou a criar metas para uma versão perfeita da gente que simplesmente não existe na vida real.
Se você quer ver as suas coisas saindo do papel nos próximos 12 meses, tá na hora de fazer um planejamento que respeite a sua realidade. Só assim você vai começar a riscar alguns itens.
O primeiro passo é escolher poucas metas para o seu momento atual.
A gente se empolga e quer arrumar o trabalho, a saúde, os boletos, os relacionamentos e os projetos tudo de uma vez só. Essa afobação de querer resolver a vida inteira num único ano é o caminho mais rápido para surtar da cabeça.
Quando tudo vira prioridade, nada é prioridade. (Se pá escreva essa frase em algum lugar e leia sempre.)
Em vez de atirar para todo lado, escolha duas ou três coisas no máximo que realmente vão mudar o seu ano. Pergunta para você mesmo o motivo real de querer aquilo e descarta o que é só cobrança dos outros.
É muito melhor chegar no final do ano com duas metas cumpridas do que com vinte começadas e largadas pelo caminho.
Você pode dividir o ano em partes menores para não se perder na correria.
Olhar para uma meta e pensar nos próximos 12 meses dá uma falsa sensação de que tem tempo de sobra. A gente acha que o ano tá só começando e vai deixando para mover um palito só “mês que vem”.
O resultado é que o tempo voa e a gente chega no final do ano sem ter saído do lugar.
Uma forma simples de não perder o rumo é focar a sua energia só no que você vai fazer nos próximos dois ou três meses. Quer juntar uma grana? Foque na meta do próximo pagamento. Quer terminar um projeto? Veja o que dá para fazer essa semana.
Fazer esses recortes curtos ajuda a sua cabeça a ver a coisa acontecendo de verdade. E ver as coisas acontecendo é justamente o que dá empolgação para continuar fazendo mais.
O segredo é criar um plano flexível que aceite as mudanças da vida real.
A gente adora desenhar o plano perfeito na cabeça, só que é importante entender de uma vez por todas que as coisas não são e nunca serão exatamente como a gente planeja.
A vida por si só é bagunçada, os imprevistos acontecem a todo momento e a gente também muda ao longo dos meses. Nossas vontades, nossos desejos… Enfim, tudo muda.
Aí quando algum plano perfeito que a gente criou não dá certo, a gente sente que estragou tudo e joga o projeto inteiro fora.
Entenda que mudar de ideia ou ajustar a rota no meio do caminho não quer dizer que você errou. Se uma meta anotada lá atrás não faz mais sentido para quem você é hoje, risca do papel sem culpa nenhuma. O planejamento serve para te dar um rumo, e não para virar uma prisão na sua rotina.
Planejar, sonhar e perseguir metas é o que move a gente, e você não precisa esperar o final do ano para recomeçar. O que a gente não pode mais aceitar é continuar nesse ciclo de superempolgação seguido de estagnação.
Volte e leia este texto quantas vezes forem precisas ao longo do ano, ajuste a sua rota quantas vezes precisar, mas não deixe os seus projetos morrerem mais.
💬 Como tá a sua lista de metas para os próximos meses: pé no chão ou cheia de coisas irrealistas? Me conta aqui nos comentários! 🧡







