Eu tomei uma decisão muito clara para este ano: priorizar um hábito que acabei deixando de lado nos últimos anos por causa da correria, do caos do trabalho e das mudanças de rotina que todos nós vivemos. Eu decidi voltar a ler com constância.
E para abrir essa nova fase de leituras no blog, comecei pelo livro “Verdade? Por que nem tudo que ouvimos e falamos é verdadeiro”, da Monja Coen.
Se você está sentindo que o mundo ao seu redor andava barulhento demais, cheio de pessoas donas da verdade e de debates exaustivos onde todo mundo quer ter razão, essa leitura funciona como um verdadeiro respiro para a mente.
Questionar os ditados que a gente repete sem pensar.
A Monja Coen dispensa grandes apresentações, ela é uma das vozes mais conhecidas do Zen Budismo no Brasil. O que me surpreendeu de verdade neste livro foi a abordagem simples e profunda que ela usou: pegar aqueles velhos ditados populares que a gente ouve desde criança e desconstruir cada um deles.
A gente cresce repetindo certas afirmações como se fossem verdades absolutas e indiscutíveis. No livro, a Monja nos convida a fazer uma pausa e perguntar: até que ponto isso é realmente verdade? De que forma isso se aplica à minha vida hoje?
Como a grande maioria de nós no Brasil cresceu sob uma base cultural cristã ou católica, olhar para o cotidiano através da lente e da filosofia do budismo é um exercício libertador. Entender como outras culturas enxergam a existência nos tira da nossa bolha e lembra que sempre temos algo novo a aprender.
Não existe uma verdade única (e tá tudo bem).
A maior lição que tirei dessa leitura foi entender que a verdade absoluta não existe. O que existem são interpretações da realidade.
Cada pessoa carrega uma bagagem única de criação, dores, cultura e visão de mundo. Quando a gente entende isso, a necessidade de brigar para provar que o outro está errado simplesmente desaparece. Você passa a respeitar a perspectiva alheia sem precisar concordar com ela, e isso poupa uma quantidade gigante de energia no dia a dia.
O meu trecho favorito do livro resume perfeitamente esse estado de paz:
“Não se preocupe em ir atrás dos sons, das imagens, dos pensamentos. Apenas se permita ser, estar presente.”
(Livro: Verdade? pág. 94)
Ficou com vontade de ler?
Se você está buscando uma leitura leve, rápida, mas que te faça refletir sobre como você lida com as suas próprias certezas e com as pessoas ao seu redor, recomendo muito colocar esse livro na sua cabeceira.
Usamos muitas expressões por décadas – gerações! – sem nunca nos perguntarmos sobre seu real significado ou mesmo veracidade.
Nesse livro, Monja Coen, fundadora da Comunidade Zen Budista do Brasil, reflete sobre alguns desses ditos populares e nos guia a pensar sobre muitas dessas “verdades”, todas com certeza muito familiares ao leitor e que já saíram de sua boca algumas dezenas de vezes.
💬 Você já leu algo da Monja Coen ou tem o hábito de questionar o que ouve por aí? Deixe seu comentário aqui embaixo e me conte o que achou! 🧡








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