De repente, tudo ao redor parece parar. Sabe aquela sensação de filme? Como se uma música de fundo começasse a tocar e o mundo inteiro ficasse totalmente desfocado? É mais ou menos assim.
Em questão de segundos, a cabeça cria uma vida inteira do lado de alguém que você nem conhece.
Basta cruzar o olhar com alguém no metrô, no ponto de ônibus ou atravessando a rua. Nesse intervalo de tempo, a gente desenha a história completa: o primeiro encontro, as conversas, as risadas numa tarde qualquer e até a primeira briga por uma besteira qualquer também…
Você sente aquela vontade de tá perto, de abraçar, o peito até dói só de imaginar ficar longe e a cabeça viaja… Tudo isso em dois ou três segundos.
Aí o sinal fecha ou a porta do vagão abre e a realidade chama de volta.
Aquele momento acaba ali. A pessoa segue o caminho dela, você segue o seu e tudo volta ao normal.
A gente respira fundo, solta aquele sorriso meio bobo e aceita que passou. Foi bom enquanto durou. Que sorriso lindo, meu Deus… Mas adeus, já passei pela fase de superar e tô pronto para o próximo.
Pois é… Tô achando que tô ficando viciado nesses amores de segundos.
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