Eu me tornei exatamente aquilo que eu mais temia:
a pessoa que olha pra certas coisas e solta um
“no meu tempo não era assim…”.
O mais louco é que eu cresci ouvindo os mais velhos falarem isso. E eu jurava pra mim mesmo que nunca ia acontecer comigo. Pensava: é só se atualizar, tentar entender as mudanças, acompanhar o mundo. Simples assim.
Mas não é tão simples.
Vivendo isso na pele, eu percebi que é bem mais complexo do que parece.
A nossa natureza tende a travar diante do novo. A gente se acomoda no que conhece, no que já domina, no que sabe fazer. E qualquer mudança, por menor que seja, assusta, incomoda, paralisa.
Esses dias mesmo, eu me peguei pensando que antes tal coisa era melhor.
E é aí que a gente percebe: o mundo muda, os formatos mudam, os jeitos de fazer mudam e a gente precisa mudar junto.
As minhas profissões mudaram de forma brusca em menos de cinco anos. Como produtor audiovisual, eu tenho que me adaptar o tempo todo às exigências do mercado. Testar novos softwares, aprender novas linguagens, entender novas formas de contar histórias, novas narrativas. E isso não é fácil.
Outro dia, me vi fazendo um tutorial com um criador de conteúdo adolescente sobre um software que eu queria aprender. E ele explicou melhor do que muitos cursos por aí. Aquilo me ensinou mais do que apenas usar uma ferramenta nova. Me ensinou sobre escuta, adaptação e abertura.
É preciso estar aberto e entender que não importa quanta experiência a gente tenha: alguém mais novo pode, sim, ensinar algo que a gente não sabe, ou até algo que já sabe, mas de um jeito novo, diferente, mais atual.
Como escritor, o desafio também mudou. Hoje, além de escrever, eu preciso provar que sou eu que estou escrevendo e mais do que isso, escrever melhor do que uma IA. Por isso, eu venho mudando a forma como escrevo. Buscando ser mais pessoal, mais humano, mais próximo. Um olhar meu, direto pro leitor. A IA, pra mim, virou ferramenta, não ameaça. Uma parceria que direciona, não que substitui.
No fim das contas, é sobre isso:
um novo jeito de olhar para coisas que já existem.
Todo mundo, em algum momento, vai precisar adquirir essa nova forma de fazer as coisas, no trabalho, nos estudos, na vida. Porque, se a gente não se adapta, a gente fica pra trás. E corre o risco de virar aquela pessoa que só sabe reclamar que, no seu tempo, era melhor.
E eu não quero ser essa pessoa.
Prefiro aprender. Mesmo com medo. Mesmo com dificuldade. Mesmo começando de novo. 🧡
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